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autor: Paxtibi
tradução: João Rosalvo
adaptação: Rafael Reinehr
19/11/2010
by Rafael Reinehr
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autor: Paxtibi
tradução: João Rosalvo
adaptação: Rafael Reinehr
16/11/2010
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Entre os dias 5 e 7 de novembro, o Mutatis Mutandis esteve presente à Primeira Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre. Uma boa ocasião para conhecer pessoas, fazer amigos e travar contato com seres singulares, que vivem o presente acima de tudo e se deram conta, há muito, que não servem para serem pisoteados e oprimidos por quem quer que seja.
Conhecemos pessoas de coletivos libertários de Pelotas, Curitiba, Porto Alegre, Alegrete. A Federação Anarquista Gaúcha (FAG) estava lá representada. Reencontrei o Paulo Capra, que está fazendo um belíssimo trabalho de divulgação da causa e do pensamento libertários com sua Editora Deriva.
Os três dias foram recheados de conversas e oficinas, que vou relatar abaixo, como fiz há uma semana lá no Simplicíssimo (o trecho abaixo, até a foto das “ovelhas anarquistas”, foi publicado lá originalmente)

Em uma casa caindo aos pedaços – diria o olho de um observador desatento – de 5 a 7 de novembro, estive participando da Primeira Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre. Foram 3 dias de intensos debates acerca do anarquismo e suas possibilidades.

Na sexta-feira, ocorreu o lançamento dos livros “Dias de Guerra, Noites de Amor”, da Crimethinc e do livro “Zonas Autônomas – (vol. 2)”, de Hakim Bey. Além de um bate-papo mais descontraído e da possibilidade de conhecer alguns atores atuais da cena libertária, tivemos também uma festa de confraternização com participação do Homem-Banda e da banda Boraimbolá.

No sábado, além da própria feira e das editoras libertárias que estavam expondo, iniciaram as oficinas e rodas de conversas. Pela manhã, uma ótima oficina sobre costura de livros – aprendi com Paulo Capra como costurar o miolo de livros e fazer o meu próprio, sem a necessidade de uma gráfica ou qualquer equipamento mais elaborado. À tarde, foi a vez das conversas sobre Geografia e Anarquismo e História e Anarquismo, com Dilermano Cattaneo e Anderson Romário Pereira Corrêa. À noite, passaram o filme Ácratas e o mesmo foi debatido em grupo.

No domingo pela manhã, uma ótima oficina de Stencil e no começo da tarde um fantástico bate-papo sobre Anarcologia e Protopia. Infelizmente, tive que sair mais cedo, mas a tarde continuou com uma conversa sobre Política e Anarquia e, à noite, outro bate-papo sobre Anarquismo e Feminismo.

Uma Feira do Livro diferente. Enquanto no centro ocorria a já tradicionalíssima Feira do Livro de Porto Alegre – com todo seu glamour e atenção – em uma casa na Azenha, um grupo de cerca de 150 pessoas trazia atenção para aquilo que lhe trazia significado. E, ao olhar de um observador atento, não havia casa caindo aos pedaços, ali. Os escombros de verdade, esses, ficaram todos para fora.

Como não podia deixar de ser, acabei comprando uma série de livros para incrementar a CELA, um nome bastante paradoxal que significa Coletivo de Estudos Libertários e Anarquistas, cuja curadoria e zeladoria fica sob minha responsabilidade.
Eis a foto de alguns dos livros adquiridos e a lista dos mesmos, logo abaixo:
Mais que palavras – Rafael Costa
Catecismo Revolucionário – Programa da Sociedade da Revolução Internacional – Mikhail Bakunin
Os Enganadores – A Política da Internacional, Aonde ir e o que fazer? – Mikhail Bakunin
Pensamento e Batalha – Camilo Berneri
História da Anarquia – Das Origens ao Anarco-comunismo – Max Nettlau
Escritos Revolucionários – Enrico Malatesta
Os sovietes traídos pelos bolcheviques – Rudolf Rocker
A tragédia da Espanha – Rudolf Rocker
Tempos Modernos e Oceano de Limonada, TAZ, Zona Proibida, Zona Autônoma Sazonal e Zona Autônoma Permanente – Hakim Bey
Anarquismo Búlgaro em Armas – A Linha de Massas Anarco-Comunista – Michael Schmidt
Do Sentimento da Natureza nas Sociedades Modernas – Élisée Reclus
Da Ação Humana na Geografia Física / Geografia Comparada no Espaço e no Tempo – Élisée Reclus
Renovação de uma Cidade / Repartição dos Homens – Élisée Reclus
A Revolução Russa – Maurício Tragtenberg
Dias de Guerra Noites de Amor – Crimethinc para iniciantes
O único e sua propriedade – Max Stirner
A Concepção Libertária da Transformação Social Revolucionária – Rudolf de Jong
Soluções sustentáveis – Construção natural – André Soares
Pequeno Dicionário das Utopias da Educação – José Pacheco
Amar e Brincar: Fundamentos esquecidos do humano – Humberto Maturana e Gerda Verdesn-Zoller
Habitar Humano em seis ensaios de Biologia-Cultural – Humberto Maturana e Ximena Dávila
Para finalizar, mais algumas imagens do belíssimo encontro lá no Espaço Cultural Libertário Moinho Negro. Até a próxima!
16/11/2010
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autor: Paxtibi
tradução: João Rosalvo
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12/11/2010
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09/11/2010
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05/11/2010
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02/11/2010
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31/10/2010
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Mais um período desgastante, cheio de acusações, agressões, fatos, mentiras e um dispêndio de energia assombroso para, de um lado, manter-se no poder e, do outro, para chegar até ele. Esse é o processo eleitoral brasileiro, que repete-se incansavelmente a cada poucos anos. Ao final, inevitavelmente, um lado vencedor e um lado derrotado. E eu pergunto: de que lado você está?
Estamos sempre, inevitavelmente, do lado derrotado. Um processo eleitora que cria “lados”, baseado em “partidos”, em vencedores e vencidos, sempre resultará em uma derrota: na derrota da experiência humana de buscar coesão e harmonia social, de encontrar soluções coletivas para os problemas que lhe afligem.
Quando dividimos nossas forças para lutar com uma outra “parte”, na verdade estamos dizendo que a guerra é a solução para os nossos problemas. Uma guerra sem armas de fogo, sem armas químicas, sem aparatos nucleares, mas uma guerra quase tão letal quanto, já que, ao final, ela acaba atendendo primariamente os objetivos da “parte” vencedora, deixando uma multidão de “prisioneiros de guerra” para trás.
E é fabuloso notar que, mesmo no alvorescer do século XXI, depois de termos produzido tanto conhecimento, tantos conceitos, tantas mentes iluminadas e tantos exemplos sobre como viver de forma mais convivial, justa e social e ambientalmente responsável, ainda estejamos atrelados a modelos obsoletos que favorecem a divisão e a ruptura ao invés de promover o esforço coletivo em busca do atendimento de nossas necessidades.
Talvez o sistema que melhor pudesse contemplar a dinâmica necessária a uma verdadeira representatividade seja o que chamamos de “democracia líquida”. O que precisamos é de um sistema no qual as decisões partam, sempre e necessariamente, de baixo para cima. Utilizar os conceitos de inteligência coletiva associados à tecnologia social para fomentar uma cidadania e governança participativas deveriam ser prioridade de qualquer governo “de transição”, que nos levasse deste modelo arcaico, que dirige de cima para baixo, para um novo – no qual a sociedade é consultada a cada decisão relevante ao seu futuro.
Tal modelo, cujos rudimentos já estão sendo experimentados aqui e acolá (veja referências e propostas ao final do artigo), precisam, sem atraso, ser discutidas com a população brasileira. Como sempre, enfrentamos um grande empecilho: as forças (Governo, Igreja, Mídia, Indústria) que desejam manter tudo exatamente como está. A mudança, o novo, o “desconhecido” são ameaçadores. Melhor ficar com algo ruim do que experimentar algo que pode arruinar com o meu negócio (mesmo que isso signifique aumentar o bem-estar comum).
Novamente, os lados, os partidos, o meu e o seu…
Enquanto não migrarmos para uma forma realmente coletiva de decisão e ação, estaremos as pernas amarradas, e nossa capacidade de deslocamento limitada. É tão fácil perceber, mas ao mesmo tempo tão difícil se soltar…
O processo de “soltar as amarras” que se nos impõe este atual sistema urge, e chegou a hora de pessoas interessadas no bem comum unirem esforços para delinear uma alternativa viável, que seja de fácil compreensão mesmo por quem não é habituado a debates e decisões; uma proposta que seja adequada à realidade brasileira, que seja o primeiro passo para uma democracia que melhor represente as necessidades de uma sociedade que se define como humana.
Uma nova fiada começa a ser criada aqui, mas como toda rede, não tem começo tampouco fim. Ela se interconecta com outras redes e iniciativas que já estão ativas há algum tempo, esperando a configuração, a potência e o momento certos para eclodir.
Se, de alguma forma, este possível horizonte faz sentido a você, deixe um comentário para que possamos manter contato. E assim seguimos, Mutatis Mutandis, em direção a uma sociedade mais justa, livre e igualitária.
Referências
Democracia líquida – Voto delegado: http://en.wikipedia.org/wiki/Liquid_democracy#Delegated_voting
Demoex: http://pt.wikipedia.org/wiki/Demoex
Demoex (site oficial): http://demoex.net/en
Lista Partecipata: http://www.listapartecipata.org/
Democracia Líquida no Brasil: uma realidade possível (a curto prazo): http://helderribeiro.net/?p=180
Democracia Digital Direta Já: http://tuliovianna.wordpress.com/2009/07/19/democracia-digital-direta-ja/
Pela Democracia Líquida: um Manifesto: http://renatalemos.posterous.com/pela-democracia-liquida-um-manifesto
Ação Popular, Democracia e Mudança: http://reinehr.org/sociedade/saude-da-sociedade/acao-popular-democracia-e-mudanca
Democracia e Mídias Sociais – Proposta de um novo modelo democrático: http://www.trezentos.blog.br/?p=2193
29/10/2010
by Rafael Reinehr
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A partir desta edição, o Mutatis Mutandis conta com a ajuda profissional do poeta, tradutor e professor de Língua Italiana João Rosalvo, que assinará a tradução das tiras do Paxtibi. Seja mui bem-vindo professor João.
E la nave va…
26/10/2010
by Rafael Reinehr
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As tiras Collective Hope (Esperança Coletiva) foram criadas pelo ilustrador grego Paxtibi (Flavio Tibaldo Detto), membro do Clan Libertario “Edoardo Giretti” Torino e co-autor do weblog italiano “La voce del Gongoro“, onde as tiras são originalmente publicadas.
No instante em que começo a publicar a série, foram já publicadas 154 tiras, com periodicidade irregular. Por aqui elas serão publicadas duas vezes por semana, às terças e às sextas, salvo insuficiência de tempo para adaptá-las ao português. O que me motivou a publicá-las é a sagaz sátira social que é realizada. A comédia humana e suas mazelas são retratadas com primor.
Quando decidi realizar a tradução da tira, optei por manter o nome da espaçonave em seu original “Collective Hope”, ao invés de traduzi-la para sua versão portuguesa “Esperança Coletiva”, por se tratar de um nome próprio e, afinal de contas, trata-se do próprio nome da tira.
Espero que aproveite minhas traduções desta saga épica espacial. Pelo menos, é grátis.